segunda-feira, 30 de maio de 2011

SER TEEN


Ser teen não é viver em uma montanha azulada: é muito mais! Ser teen é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, real ou virtual, provocasse uma tosse de riso irresistível. Ser teen é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestidinho tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser teen é lançar fogo pelos olhos. É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida aquecida no microondas e queimar o céu da boca. Ser teen é ainda possuir Ipod próprio e perambular pelo shopping do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de mp3 e jpegs coloridos. É dizer um palavrão precisamente no instante em que esse palavrão se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar maneiro e caracas com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância. Ser teen é poder usar aparelho ortodôntico como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter o MSN cheio de mensagens, recados que os símbolos dos caracteres especiais tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, um blogger com uma sentença hermético escrita, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser teen é usar piercing. É telefonar muito, estendida no chão. É querer se passar por homem de vez em quando só para conversar nas salas masculinas de chats pela madrugada. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar um cigarro de bali na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas. Ser teen é comparar o amigo mais baixo do pai a um modelo de celular, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um modelo de celular. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado numa com um vestidinho gozado e chique. É ainda ser teen, chegar em casa ensopada de chuva e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela estava doidona. É ir sempre ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido duas ices, quatro uísques, cinco taças de proseco e uma de vinho tinto seco sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só meio cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa. Ser teen é atravessar de ponta a ponta o salão da boate com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de atum para o coitado. Mas o bichinho comeu o atum e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia tecno dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e jeans. Ter horror de gente morta, fantasmas, hackers e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um webdsigner estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser teen é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É vasculhar e-mail de parentes, amigos, mestres e mestras com um ar sonso de quem nada vê, nada ouve, nada fala. Ser teen é adorar. Adorar o impossível. Ser teen é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar só de shortinho telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um hambúrguer no shopping só para ganhar o brinde, tão estranha é a vida sobre a Terra.

Adaptada por Edas Lopes Júnior (2006)


- Mãe. Vou sair

- Aonde você vai?
- Mãe, a professora disse que "sair" é verbo intransitivo, então não precisa de complemento, beijos.

Filho: Pai compra um carro?


Pai: Pra você?
Filho: Sim!
Pai: Filho, não tenho condições de te dar um carro.
Filho: Por favor, pai, eu faço qualquer coisa pra que o senhor compre um carro pra mim.
Pai: Tudo bem filho, não precisa fazer nada, eu comprarei um carro.
Filho: Obrigado pai, eu amo o senhor.
Pai: Também amo você filho.
Passaram-se 2 meses , chegou o aniversário de 19 anos do filho , e o filho feliz que ele iria ganhar o carro , já tinha tirado carta , já tinha dinheiro pra comprar o seguro e estava trabalhando pra manter o carro...
Filho: Pai, o senhor conseguiu comprar o carro?
O pai silencioso pegou um caixa que havia ali no canto e entregou para o filho.
O filho ansioso, pensou que as chaves do carro estaria dentro da caixa, ao abrir a caixa, notou uma coisa retangular como se fosse um livro.
O filho meio desconfiado abriu o papel de presente e lá estava uma bíblia.O filho decepcionado com o pai, devolveu o a bíblia aos pais. O filho não se dirigia ao pai.
Passado 2 semanas, o filho saiu de casa e foi morar no campo, seguiu sua vida profissional como advogado e pode comprar um carro de luxo, bonito, de rico, teve uma esposa linda e maravilhosa, filhos adoráveis e uma boa casa.
4 anos depois, o filho recebeu uma ligação da mãe avisando que seu pai tinha morrido com um problema no coração.
No enterro, o filho abraçou a mãe bem forte, ela silenciosa entregou a ele a bíblia que ele havia rejeitado a 4 anos atrás para guardar de recordação do seu pai.
Ele deixou a bíblia na sala, encima de uma escrivaninha. Deixou ela aberta chamando a atenção.
No dia seguinte ele pegou a bíblia para ver como que era, e notou que tinha caído algo no chão. Quando ele foi ver era um envelope com uma carta e um cheque. Na carta dizia: “Filho fiz o maior sacrifício para ver você feliz, economizei todo o meu dinheiro mas não quis comprar o carro, então deixei o dinheiro aqui para que você pudesse escolher o carro que você quisesse. Coloquei ele dentro de uma bíblia para que você seguisse um pouco a vida espiritual e que Deus abençoe você, que tenha uma boa família e que você tenha uma ótima vida. Com amor e paixão de seu pai e sua mãe”.
O filho com lágrimas nos olhos , e arrependimento deitou na cama e chorou a noite toda.

Moral da história: Bens materiais são importantes, mas Deus é em primeiro lugar.

domingo, 29 de maio de 2011

Mãe! Fui a uma festa,


e me lembrei do que você me disse. Você me pediu que eu não tomasse álcool, mãe… Então, ao invés disso, tomei uma ‘Sprite’. Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me sentiria e que não deveria beber e dirigir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha saudável, e teu conselho foi correto.
E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições… Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz. Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe… Algo que eu não poderia esperar... Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer: ‘O rapaz que causou este acidente estava bêbado’… Mãe; sua voz parecia tão distante…
Meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou tentando com todas as minhas forças, não chorar… Posso ouvir os para-médicos dizerem: – ‘A garota vai morrer’. Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e agora tenho que morrer... Então por que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? E agora a dor está me cortando como uma centena de facas afiadas…
Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe! Diga ao Papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva ‘Garotinha do Papai’ na minha sepultura. Alguém deveria ter dito aquele garoto que é errado beber e dirigir.
Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com possibilidades de continuar viva. Minha respiração está ficando mais fraca, mãe, e estou realmente ficando com medo… Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada! Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe… Enquanto estou Estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe! Então… Te amo e adeus…!

Essas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter, anotando…

Leia e reflita...

Emily : Pode um coração

se partir depois de já ter parado de bater?

(A noiva cadáver)

Sou a única que...

Ao assistir "A noiva cadáver" pela primeira vez ficou torcendo para que o Victor terminasse com a Emily e se decepcionou quando ele casou com a Victoria?

Uma mensagem para as garotas